O Atlético de Madrid respira por aparelhos neste começo da temporada 2017/18, mesmo após a vitória sobre o Deportivo La Coruña neste sábado. Sem poder contratar jogadores até janeiro de 2018, devido à punição imposta pela FIFA, os colchoneros sobrevivem com um elenco que se conhece, mas que carrega mais anos e jogos nas pernas. Sobrevive sem seu artilheiro afiado. Sobrevive às mudanças. Sobrevive às exigências.

Mas afinal, que Atlético de Madrid é esse?

  • Antoine Griezmann não é o artilheiro, o francês só marcou 3 gols em 13 jogos. Corre e Thomas tem 4 cada e lideram a artilharia.
  • Thomas Partey, o volante guineano formado na base do grupo, o destaque das últimas partidas salvando os colhoneros com 3 gols nos últimos 4 jogos.
  • O Atlético de Madrid recebeu 70% dos gols de cabeça na temporada e a bola na área tem sido um dos pontos fracos.
  • O time soma 5 empates em 11 partidas neste Espanhol. Desde que Simeone chegou, a equipe empatou no máximo 9 jogos em todo campeonato.
  • O Atlético é uma das três equipes invictas no campeonato nacional, todos os pontos perdidos foram nos 5 empates.
  • Na Champions, o Atlético é uma das quatro equipes que mais remata à gol, 75 vezes em toda competição, porém é uma das seis que menos marcaram: só 2 gols até aqui.
  • Gabi, Godín, Filipe Luís e Juanfran, jogadores fundamentais para Diego Simeone desde que ele chegou, já passam dos 30 anos.
  • Saúl e Koke, os meninos da base, são hoje os principais jogadores da equipe. Simeone conta com os dois em praticamente todas as partidas e a lesão de um dele, de Koke neste momento, é sentido como poucas.
  • O goleiro Oblak, que está na mira de clubes de outras ligas, é responsável por boa parte dos pontos conquistados pelo Atleti na temporada.

Para retirar os aparelhos e voltar a respiram com seus próprios pulmões, o Atlético de Madrid precisa mais. Precisa mais pontaria de Griezmann, artilheiro do clube nas últimas 3 temporadas. Precisa que os atacantes – Gameiro, Correa, Vietto e Fernando Torres – mostrem que a partir de janeiro vão disputar uma vaga com Diego Costa. Precisa que a equipe jogue como uma equipe, como sempre gosta de lembrar Simeone, que a conexão perfeita entre os titulares e aqueles que entram no decorrer do jogo funcione como antes.

Os colchoneros precisam se encontrar confortáveis em casa. O novo estádio, o Wanda Metropolitano, não é Calderón, mas pode ser tornar um caldeirão. A equipe ainda não está 100% adaptada e há 4 jogos não vence como local. E principalmente precisa…

Seguir vivo na Champions, na La Liga e na Copa

Com apenas 3 pontos na Liga dos Campeões, obrigado a vencer as duas partidas que lhe restam e ainda torcer para o Qarabag tirar pontos do Chlesea e da Roma, o sonho dos colchoneros de seguir brigando pela competição mais desejada está próximo de se esfumar. Ainda é possível, mas é complicado.

No Campeonato Espanhol, para seguir brigando por uma vaga na próxima Champions (o título, agora mesmo parece impossível) não basta se manter invicto, é preciso vencer. Com 6 vitórias e 5 empates, o Ateti não pode seguir perdendo pontos importantes contra equipe inferiores. Na Copa do Rei, a classificação para as oitavas é uma obrigação. É necessário reverter o empate com o Elche no jogo de ida e vencer na volta.

Este Atlético de Madrid é o mesmo dos últimos anos, porém falta algo. Com o pior início de Simeone na Champions, a dificuldade de marcar gols e vencer partidas e os problemas defensivos nada característicos deste Atleti, a equipe parece ter perdido a concentração e aquela necessidade de mostrar que sempre pode mais. A temporada não está perdida, está apenas começando, mas se quiser seguir entre os melhores, o Atlético de Madrid precisa mostrar que é melhor do que estamos vendo.

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