Eu tenho um sério problema. Consumo compulsivamente livros sobre futebol. Na minha estante tem de tudo. A magnífica biografia de Mané Garrincha escrita pelo também magnífico biógrafo Ruy Castro. A história de Messi contada pelo grande jornalista Guillem Balagué. A autobiografia de Diego Pablo Simeone. Os livros de um dos caras que mais sabe sobre a história do futebol, o editor do jornal AS, aqui da Espanha, Alfredo Relaño. E páginas e mais páginas sobre futebol e seu craques.

 

Fazia tempo que eu guardava um espaço especial para um livro especial. “Futebol ao Sol e à Sombra”, ou “El Fútbol a sol y sombra”, passou a fazer parte da minha pequena biblioteca a pouco tempo. Comprei o livro agora quando fui ao Brasil, para acompanhar a Copa do Mundo, na livraria Cultura, do Bourbon Country, em Porto Alegre. Demorei para comprar, mas não demorei para ler.

 

Eduardo Galeano, assim como eu e como milhões de outros loucos por aí tinha uma enfermedad: o futebol. Ele vivia, sentia e expressava as maravilhas e as tormentas deste esporte viciante. Coloca no papel a angustia das derrotas sofridas e o alívio das vitórias alcançadas. Explicava como pouco o que via e o que sentia.

 

Se você aí também é um louco e está com o coração apertado pela partida de Galeado (eu estou), te aconselho que pegue esse ou alguns dos outros livros dele, dê uma folhada e pare em uma página ao azar. Pare um momento, sente e desfrute. Acabei de fazer isso. Galeano me diz: “Há alguns povoados e vilarejos do Brasil que não têm igreja, mas não existe nenhum sem campo de futebol…” (Futebol ao Sol e à Sombra, página 156, A festa).

 

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Jornalista, gaúcha e apaixonada por futebol espanhol. Em Madrid desde 2011, edita o Efeito Fúria especialmente para os loucos por futebol espanhol que querem acompanhar tudo que acontece na Espanha.

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