A Copa do Mundo de 1994 foi a primeira Copa realizada nos Estados Unidos. As 24 seleções classificadas para a 15ª Copa foram: Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Bélgica, Brasil, Bolívia, Bulgária, Camarões, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Irlanda, Itália, Marrocos, México, Nigéria, Noruega, Holanda, Romênia, Rússia, Suécia e Suíça. Os jogos aconteceram em Los Angeles, Detroit, San Francisco, Nova Iorque, Orlando, Chicago, Dallas, Boston e Washington.

 

O Brasil foi o cabeça de chave do grupo B, com Suécia, Rússia e Camarões. Na primeira fase, a canarinha se classificou em primeiro. Eliminou os Estados Unidos nas oitavas, a Holanda nas quartas, a Suécia na semifinal e chegou à grande final esperando levantar a taça 24 anos depois. Na final, Brasil e Itália, um dos jogos mais disputados do mundo. No tempo regulamentar 0x0 e na prorrogação, tudo igual. Fomos para os pênaltis e um italiano entrou para a história do futebol brasileiro. Roberto Baggio chutou pra fora e deu o tetra ao Brasil. A geração de Taffarel, Romário, Bebeto, Dunga, Mauro Silva e outros nunca mais foi esquecida.

 

Brasil tetra Copa 1994

 

A Seleção Espanhola se classificou para a Copa de 94 no último jogo das eliminatórias, após vencer a Dinamarca. Luis Suárez deixou o cargo de treinador e o escolhido para comandar a Fúria no mundial dos Estados Unidos foi Javier Clemente, um treinador polêmico. Sua primeira iniciativa foi tirar a famosa Quinta del Buitre, base da seleção nas últimas Copas, da Fúria de 1994 e convocar seis zagueiros de origem. Os 22 escolhidos foram:

  • Goleiros: Zubizarreta (Barça), Cañizares (Celta) e Lopetegui (Logronés);
  • Defesas: Ferrer (Barça), Otero (Celta), Camarasa (Valencia), Abelardo (Sporting), Hierro (Madrid), Voro (Depor), Alkorta (Madrid), Nadal (Barça) e Sergi (Barça);
  • Meias: Guardiola (Barça), Caminero (Atlético de Madrid), Bakero (Barça), Guerrero (Athletic) e Begiristain (Barça);
  • Atacantes: Goicoechea (Barça), Juanele (Sporting), Felipe (Tenerife), Julio Salinas (Barça) e Luis Enrique (Madrid).

 

A Fúria caiu no grupo C, com Alemanha, Coreia do Sul e Bolívia. Na primeira partida, contra a Coreia do Sul um empate em 2×2, com gols de Julio Salinas e Goicoechea, após estar vencendo por 2×0. No segundo jogo, outro empate, desta vez com a Alemanha em 1×1, gol de Goicoechea. Na última partida da primeira fase, a primeira vitória, 3×1 sobre a Bolívia com gols de Guardiola e Caminero (2). A Espanha avança às oitavas de final e encara a Suíça. A Fúria vai a campo com cinco defesas e apenas Luis Enrique no ataque. Logos aos 15 mintos a Espanha abre o placar com Hierro. Aos 73 Luis Enrique faz o segundo e aos 86 Begiristain o terceiro.

 

Luis Enrique Copa 94
Jogadores da Espanha reclamaram muito de um cotovelaço de um dos jogadores da Itália nas quartas de final.

 

Com 3×0 no placar, a Fúria está nas quartas de final da Copa de 94. O adversário nesta eliminatória é a Itália. A Azzurra sai na frente e só aos 59 minutos Otero empata a partida. Aos 2 minutos para o final do jogo, Baggio faz o 2×1 e acaba com o sonho da Espanha de chegar à semifinal da competição.

 

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Jornalista, gaúcha e apaixonada por futebol espanhol. Em Madrid desde 2011, edita o Efeito Fúria especialmente para os loucos por futebol espanhol que querem acompanhar tudo que acontece na Espanha.

2 Comentários

  1. Olá Emerson, procurei em diversos livros e não encontrei esta foto, nem a informação. Continuarei procurando e se tiver alguma novidade, atualizarei o post. Obrigada!

  2. Olá Tatiana … e antes, parabéns pelo seu site !
    Me lembrei de uma imagem de alguma Copa do Mundo passada e tentei pesquisar para me lembrar do que se tratava (inclusive foi por isso que caí no seu site), mas não encontrei nada parecido. Achava que foi por volta da Copa de 1990 ou 94, mas as fotos destas copas não confirmam. Achei curioso que todo o time da Espanha usava cavanhaques e cortes de cabelo semelhantes. Até mesmo as expressões faciais eram as mesmas em vários deles. Ou seja, era um time de 11 sósias. Apesar da peculiaridade, este fato nem foi comentado pelos narradores da época, nem ficou registrado na história das curiosidades das Copas, e fiquei sem saber se isto era apenas alguma moda ou alguma invenção pensada para dificultar aos adversários distinguirem quem era quem e complicar a marcação. Será que vc saberia dizer em que ano isto aconteceu ?

    Obrigado,
    Emerson

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