Depois de duas Copas no banco de reservas, a Espanha volta à elite do futebol mundial. A Copa do Mundo de 1978, na Argentina, marca a volta da Fúria e o mundial mais obscuro da história das Copas do Mundo.

 

A Copa de 78 foi realizada em meio à ditadura militar argentina. Relatos da época, e principalmente do pós-Copa, dão conta do que acontecia no país durante um evento que deveria ser de paz e união. A Copa de 78 foi utilizada pelo ditador Videla para popularizar o regime e promover a distração nacional dos problemas políticos do país. Uma verdadeira mancha negra na história das Copas.

 

Mães da Praza de Maio, a Copa mais feia da história

 

A 11ª Copa do Mundo contou com 16 países. A Holanda viajou sem o seu principal craque Johan Cruijff, que havia sofrido uma tentativa de sequestro e decidiu não participar do mundial. A Laranja Mecânica viajou descontente, já que não concordava com o regime militar do país. A Copa foi cheia de polêmicas dentro e fora dos gramados. Enquanto o futebol acontecia, milhares era torturados, mortos e desapareciam. Apesar das falhas, o campeonato transcorria de acordo com o programado. A seleção argentina avançava no torneio e a Holanda também.

 

A Copa funcionava com o sistema de grupos, até mesmo na fase final. Os dois finalistas seriam os dois primeiros dos grupos da fase final do torneio. Brasil e Argentina disputavam a primeira colocação do grupo. No último jogo da chave, o Brasil venceu a Polônia por 3×1. A Argentina precisava vencer o Peru por 4 gols de diferença para se classificar e um dos jogos mais vergonhosos da história das Copas aconteceu. O governo argentino doou barcos e outras cositas aos peruanos, o time escalou o goleiro Ramón Quiroga – que era argentino de nascimento – e os peruanos perderam por 6×0. Assim, a Argentina chegou à final e enfrentou a Holanda. Na final, cheia de malabarismos argentinos, os donos da casa venceram a Holanda e o título ficou com a Argentina. Uma das Copas mais feias da história.

 

A Espanha voltou à elite do futebol mundial na Copa de 78. A Fúria não teve sorte no sorteio e cai no grupo com Brasil, Austrália e Suécia. Kubala seguia como treinador da seleção espanhola e chamou os seguintes jogadores para representar a Fúria:

  • Goleiros: Miguel Ángel (Real Madrid), Arconada (Real Sociedad) e Urruti (Espanyol);
  • Defesas: DE la Cruz (Barcelona), Marcelino (Atlético de Madrid), Migueli (Barcelona), Olmo (Barcelona), Biosa (Betis), Uría (Sporting) e San José (Real Madrid);
  • Meias: Guzmán (Rayo Vallecano), Pirri (Real Madrid), Cerdeñosa (Betis), Asensi (Barcelona) e Leal (Atlético);
  • Atacantes: Juanito (Real Madrid), Dani (Athletic), Quini (Sporting), Santillana (Real Madrid), Rubén Cano (Atlético), Rexach (Barcelona) e Marañon (Espanyol).

 

No primeiro jogo, derrota para a Áustria por 2×1. No segundo jogo um 0x0 com o Brasil e no terceiro 1×0 contra a Suécia. A Seleção Espanhola ficou em terceiro no grupo e voltou para casa com três pontos.

 

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Jornalista, gaúcha e apaixonada por futebol espanhol. Em Madrid desde 2011, edita o Efeito Fúria especialmente para os loucos por futebol espanhol que querem acompanhar tudo que acontece na Espanha.

1 Comentário

  1. Uma correção: Na copa de 1978 a Austrália não participou.
    Quem estava no grupo do Brasil eram: Suécia, Espanha e Austria (não Austrália)
    Bom trabalho.

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