A Copa de 50 marca a volta do futebol ao cenário mundial. Foram 12 anos sem Mundial em função da segunda guerra e o torneio não poderia voltar em melhor lugar, o Brasil. O país ainda não era o ‘Rei das Copas’, mas já dava sinais de que seria.

 

A segunda Copa em continente americano teve desertores e novidades, pela primeira fez os ‘pais do futebol’ estariam em uma Copa, finalmente a Inglaterra estava entre as seleções do mundial. Dezesseis seleções se classificaram para participar da quarta Copa do Mundo da história: 7 europeias (Itália, Suécia, Suíça, Espanha, Iugoslávia, Inglaterra e Escócia), 7 americanas (Brasil, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Estados Unidos e México) e 2 asiáticas (Turquia e Índia).

 

Seleção Espanhola na Copa de 1950
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A segunda Copa do Mundo da história da Seleção Espanhola foi, até a conquista da Copa do Mundo de 2010, o melhor resultado da Fúria em uma Copa. O treinador Guillermo Eizaguirre convocou 22 jogadores para defender a Fúria (naquele época comandada pelo ditador Franco) da Copa de 50:

  • Goleiros: Juan Acuna, Antonio Ramallets e Ignacio Eizaguirre
  • Defesa: Jose Parra, Lesmes Ii, Gonzalvo Ii, Gabriel Alonso, Alfonso Silva, Vicente Asensi e Antunez
  • Meias: Gonzalvo, Antonio Puchades e Nando, 
  • Ataque: Rosendo Hernandez, Piru Gainza, Jose Panizo, Luis Molowny, Jose Juncosa, Silvestre Igoa, Cesar, Estanislao Basora e Telmo Zarra

 

Apesar de ser uma das seleções mais potentes da Copa, a Espanha não era cabeça de chave do seu grupo. Fúria caiu no grupo 2 com Estados Unidos, Chile e Inglaterra. A Seleção Espanhola venceu as três partidas da primeira fase: Espanha 3×1 Estados Unidos, Espanha 2×0 Chile, Espanha 1×0 Inglaterra e se classificou para a fase final da competição. A Copa de 50 era jogada em ligas, ou seja, começavam com a fase de grupos e depois os classificados se enfrentavam em outro grupo de todos contra todos. Quem pontuasse mais, levava a Copa, por isso, se diz que oficialmente não tivemos uma final.

 

A liga final da Copa do Mundo de 1950 contou com quatro seleções: Brasil, Suécia, Uruguai e Espanha. O campeão sairia daí, o time que somasse mais pontos no formato todos contra todos seria o campeão do mundo. A primeira partida da Espanha nesta fase final foi contra o Uruguai. A Fúria saiu perdendo, Ramallets não segurou o chute de Ghiggia. Reagiu, empatou e virou a partida com dois gols de Basora. Mas o Uruguai não desistiu e empatou a partida. Final de jogo, Espanha 2×2 Uruguai.

 

Ramallets, goleiro da Espanha em 1950
Ramallets, goleiro da Espanha em 1950

 

O segundo jogo da Fúria foi contra o temido time do Brasil. Os donos da casa eram os favoritos e a Fúria não teve chance. O Brasil fez 6×1 na Espanha e acabou com o sonho dos espanhóis de conquistar sua primeira Copa. No último jogo, que definia o terceiro e quarto colocados do torneio, uma seleção espanhola já inconsolável após a goleada foi derrotada por 3×0 pela Suécia. A Espanha terminou a Copa em quarto lugar, sua melhor colocação até a Copa de 2010.

 

A história da final de 1950 todos nós conhecemos, o Brasil só precisava de um empate para levantar a taça. Porém perdeu para o Uruguai e amarga até hoje o Maracanazo.

 

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Jornalista, gaúcha e apaixonada por futebol espanhol. Em Madrid desde 2011, edita o Efeito Fúria especialmente para os loucos por futebol espanhol que querem acompanhar tudo que acontece na Espanha.

2 Comentários

  1. Apesar dos goleada diante do Brasil, o goleiro Ramallets ficou conhecido como “o gato do Maracanã”. Certamente evitou um vexame maior.
    Parabéns pelo post, série caprichada.

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